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Terapia de Reposição Hormonal

O ano de 2002 é um marco para a terapia de reposição hormonal (TH). Neste ano foi publicado o estudo o Women´s Health Initiative que incluiu mais de 27.000 mulheres. O objetivo principal era demonstrar os benefícios da TH sobre as doenças cardiovasculares, principal causa de morte entre as mulheres. Programado para durar 10 anos, ele foi interrompido precocemente devido a um aumento do risco de câncer de mama nas usuárias de estrogênio (estrógeno equino conjugado) com progesterona (acetado de medroxiprogesterona) quando comparada com mulheres usando placebo. Este risco não ocorreu nas mulheres usarias de estrogênio isolado (mulheres sem útero que não precisam do efeito da progesterona). Para surpresa dos pesquisadores, ao analisar os resultados, eles observaram que as usuárias da terapia hormonal também apresentaram risco aumentado para doenças cardiovasculares. Ou seja, o estudo indicava que a TH aumentava câncer de mama e doenças cardíacas. Tal resultado causou um impacto significativo na prescrição desta terapia e propagou a ideia de que os riscos do seu uso não superavam os benefícios. Entretanto, como os resultados do WHI eram contrários aqueles observados em estudos prévios, muitos estudiosos se debruçaram sobre a sua metodologia e perceberam erros que comprometeram os resultados. Além disso, novos estudos e revisões do banco de dados do próprio WHI confirmam a hipótese da chamada “janela de oportunidade para TH”: o risco aumentado da doença cardiovascular inexiste, com uma tendência a proteção, se a terapia é iniciada nos primeiros anos de pós-menopausa. Já sobre o risco de câncer de mama, considera-se que ele tem relação principalmente com o componente progestogênico e que o risco associado é baixo. Normalmente uma população não usuária de TH, 30 mulheres em 10000 por ano irão apresentar câncer de mama e naquelas usuárias este numero aumenta para 38 em 10000 por ano.

Neste ano, para corroborar com a ideia de que a TH ainda tem espaço prescritivo, sem determinar aumento no risco de suas usuárias tanto no curto como no longo prazo, foi publicado na revista JAMA, os resultados da observação de 18 anos da população do WHI. Sua conclusão é que mulheres que usaram TH não apresentaram aumento na mortalidade geral e na mortalidade relacionada ao câncer ou a doença cardiovascular em relação as não usuárias.

Dessa forma, a TH tem espaço como opção terapêutica segura para sintomas climatéricos e prevenção de doenças crônicas e deve ser discutida com o ginecologista.

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