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Obesidade

Vocês sabiam que 54% da nossa população está acima do peso e quase 19% são obesos?

A obesidade é uma doença crônica com influência de fatores genéticos e ambientais, como hábitos alimentares e estilo de vida, que levam a um excesso de gordura corporal. Se não tratada adequadamente a obesidade pode desencadear outras doenças, como diabetes, hipertensão, colesterol alto, doenças no coração, além de aumentar o risco de desenvolvimento de alguns tipos de câncer.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define obesidade pelo IMC (índice de massa corporal), que é calculado dividindo nosso peso por nossa altura ao quadrado (kg/m2). Mas essa medida falha, por não avaliar a composição corporal. Por isso, é importante utilizarmos outras medidas, como a circunferência abdominal, sua relação com a circunferência do quadril e com nossa altura. Além disso, exames que avaliam a composição corporal (como a Bioimpedância) nos ajudam muito no diagnóstico.


Sua causa é o desequilíbrio energético no qual o consumo é maior do que o gasto calórico. O problema é que o consumo de calorias está relacionado não somente com a fome, mas também com o prazer pela comida, pelo convívio social, pela sensação de saciedade, e muitas vezes por outros fatores, como ansiedade, depressão ou recompensa.

Por isso, o tratamento da obesidade deve sempre ser individualizado, de acordo com o perfil e dificuldade de cada paciente. Devemos começar por mudanças da rotina, criando hábitos de vida mais saudáveis, com alimentação balanceada e prática regular de atividade física. E aqui já reforço que não existe uma única dieta ideal para todo mundo e nem uma medicação “milagrosa”, que cure a obesidade. O foco é fazer uma reeducação alimentar, na qual ensinamos que pode se comer de tudo, desde que de forma equilibrada. O medicamento é indicado quando há falha em seguir a reeducação alimentar e, novamente reforço, que é individualizado, podendo ajudar no controle da fome, aumentando a saciedade, controlando ansiedade ou vontade de comer.

Outra coisa importante é incentivar um seguimento multiprofissional, com endocrinologista, nutricionista, educador físico e sempre que necessário apoio de psicólogo ou psiquiatra.

Uma dúvida muito frequente é por quanto tempo a obesidade deve ser tratada. Aqui volto a afirmar: obesidade é uma doença crônica, ou seja, não tem cura! Mas tem controle! Importante, para isso, manter hábitos saudáveis e seguimento regular com endocrinologista.

 

Este texto foi escrito por Dra. Monica de Aguiar Medeiros 

Médica formada pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Residência em Clínica Médica pela UNICAMP
Residência em Endocrinologia pelo Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo
Especialista em Endocrinologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)
Doutora em Ciências da Saúde pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
Médica assistente dos ambulatórios de Diabetes, Obesidade, Síndrome Metabólica e Cirurgia Bariátrica da Santa Casa de São Paulo

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